A importância do Movimento AFROPUNK.

O AFROPUNK surgiu no auge do movimento punk dos Estados Unidos com jovens dos anos de 1990. James Spooner, criador do movimento, era um desses jovens. 

Na época, PUNK era um título libertador e uma ideologia comum entre jovens de diversas classes e culturas que tentavam ir contra um sistema condensado. James, por frequentar muitas apresentações, notou que sempre era o único cara negro do movimento local e, pulgado com a ideia, resolveu criar uma rede para tentar encontrar outras pessoas negras que gostassem do mesmo estilo musical que ele. Surgiu então o AFROPUNK.  

A ideia era trocar mensagens com jovens negros fãs de punk, hardcore, que fossem próximos e que curtissem ir em shows, pra ninguém ser único de forma isolada no rolê. Papo vai, papo vem, divulgações aqui e lá de bandas e apresentações e o público negro começou a aumentar na cena punk local.  

O trabalho foi de formiga, mas rapidamente foi se espalhando e pessoas de outras cidades americanas começaram a frequentar apresentações divulgadas por James no AFROPUNK e, consequentemente, o número de negros nos shows aumentou. Rolou também bandas com negros nos vocais, baterias, baixos, enfim, negros no palco representando a cena local com rock pesado. 

Estava aí o Movimento AFROPUNK, com histórias de homens e mulheres que se sentiam únicos na cidade por curtirem rock não convencional e serem negras. James conta, em entrevista ao próprio canal do AFROPUNK, que nas primeiras apresentações haviam 28 pessoas, mas depois o público aumentou.  

Com o passar dos anos, Spooner decidiu fazer um documentário com artistas negros sobre o AFROPUNK e qual foi a sensação dessas pessoas ao se sentirem representadas no estilo musical e na raça. A ideia era só filmar e depois mostrar pros amigos como ficou, mas o movimento ganhou ainda mais força e notoriedade. 

AFROPUNK: The Movie.

O AFROPUNK virou um festival com bandas e artistas locais e renomados. Já causou no Brooklyn e Atlanta, Paris, Londres, tá chegando no Brasil e vai fazer a contagem regressiva para 2020 em Johannesburgo, na África do Sul.  

O AFROPUNK começou a encher os olhos do mundo com as imagens que só os frequentadores podiam nos proporcionar. Pessoas negras adornadas dos mais variados penteados e vestimentas. Negros punk rockers com piercings e lentes nos olhos e nada disso soou feio, mas sim o início do que hoje nós chamamos de AFROFUTURISMO. 

“Afro: as in, born of African spirit and heritage; see also Black, see also rhythm and color, see also other, see also underdog. 

Punk: as in, rebel, opposing the simple route, imbued with a DIY etchic, looking forward with simplicity, rawness and open curiosity; see also other, see also underdog.

AFROPUNK is defining culture by the collective creative actions of the individual and the group. It is a safe place, a blank space to freak out in, to construct a new reality, to live your life as you see fit, while making sense of the world around you.”

Hoje AFROPUNK virou uma definição de estilo de vida, sendo ou não fã de punk rock. A sensação de liberdade, de aceitação, de empoderamento e beleza fazem parte do imaginário coletivo da comunidade negra e o AFROFUTURISMO surge dessa sensação de poder e criação 

AFROFUTURISMO é o negro criando seu lugar no mundo, hoje e amanhã. É acreditar na arte e na maneira livre da criação artística. É acreditar na ocupação de espaços e na própria capacidade de fazer o que deseja. 

Como é impossível falar sobre AFROPUNK e AFROFUTURISMO sem fazer um livro, deixarei a parte AFROFUTURISTA para uma nova matéria.  

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Axé.  

A importância do “Acredite no seu Axé”.

Desde que vi a movimentação preta nas redes sociais por conta do desfile de Isaac Silva na SPFW48, pensei “a coisa vai ficar boa”, sem, ao menos, ter dimensão do que tudo aquilo viria a representar pra mim.  

Arruda, sal grosso e modelos abrem o desfile de Isaac Silva no SPFW48.

O bordão era “Acredite No Seu Axé”, só aí já senti uma semente de prosperidade sendo plantada no âmago.  
A verdade é que tudo que foi levado para a passarela representava ancestralidade, cultura e fé.  

A diversidade de corpos foi algo que, se eu tivesse essa mesma referência em 2000, quando comecei a me interessar por moda, obviamente a minha vida –e a vida de tantxs outrxs- seria diferente dentro desse meio. 

Acreditar no seu próprio axé é muito louco e íntimo porque puxa a responsabilidade pra dentro. Acreditar no seu axé é acreditar na força maior te intuindo, acreditar nos seus insights, nos seus sonhos, nas pulgas atrás da orelha e em cada arrepio. 

Falando um cadinho sobre o criador e as criaturas: 
Isaac Silva é baiano, estilista, cheio de axé, mora em São Paulo e me inspira até as pencas. É aquela pessoa que, quando eu ver, fé que eu desmaio ou choro. 

Desfile de Isaac Silva – SPFW48.

Pirei nas sobreposições, as barras largas e longas, a transparência nos tecidos e nos crochês, os big pingentes que imitavam búzios, os macacões divines e a simplicidade daquilo tudo traduzidas na cor branca (que pra nós, do axé, é a cor oficial dos trabalhos e da sexta-feira). 

Acreditar no seu axé é coisa séria.  
É acreditar que tudo já está no Universo, e a gente não joga, só pega! 

Isaac, obrigado por ser quem é!  
Por acreditar no seu axé e por inspirar outros e outras a acreditarem no seu e no teu.  
É um novo momento pra nós.  
Adupé. 

Andrea Lalli e o momento de dar nomes.

(Foto: Evelyn Kosta)

Eu sou Lalli, tenho 24 anos, negra e arte educadora trabalho a quase 5 anos nessa parte de Cultura, atualmente no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Tenho formação em Ciências Sociais, mas só me entendi como artista há uns 2 anos que comecei a frequentar a folhetaria aberta no do CCSP (Centro Cultural São Paulo). Esse espaço foi muito importante pra eu consolidar minhas produções na xilogravura, ver o que a galera está produzindo e ter essa troca. Participei de uma exposição no próprio Centro, essas coisas que vão fazendo eu olhar e me aceitar nesses espaços por mais que a gente saiba que a gente não precisa da legitimidade do outro, as vezes é muito difícil a gente confiar e desenvolver autoestima em relação à nossa produção artística.

(Foto: Evelyn Kosta)

Qual técnica veio primeiro Xilogravura, Pintura ou o Bordado ?

“Na real eu comecei com os desenhos desde criança aquela cena clássica – risos – fui  pra nanquim, aquarela, giz pastel… Adorava um desenho livre, era algo meio egotrips e por isso eu não me via no lugar de falar que eu era “​artista visual” porque eu não tinha um tema, produção definida e nem chegava a divulgar por conta disso também.”

Como foi esse processo de desenvolver as outras técnicas ?

 “Em 2017 eu fiz um curso de xilo no Sesc e então comecei a pirar na técnica. O bordado surgiu por conta de um trabalho que eu fiz.  Teve uma exposição na Oca ano passado do Ai Weiwei, que é um artista contemporâneo e ativista. Era um trabalho com o educativo que eu fiz, minha supervisora na época tem um trabalho muito extenso com bordado e ela fez a gente ativar o espaço expositivo através disso. No dia eu não gostei muito da ideia mas no final fluiu. Engraçado que o meu bordado não tem técnica nenhuma se vocês pararem pra ver, as renderas dizem que sabem quando o bordado é bom mesmo quando você vê frente e verso e fica igualzinho, isso não acontece com o meu e é isso eu acho muito legal no que eu tenho desenvolvido. Agora estou no processo de juntar xilo, bordado e pintura juntos.”

(Foto: Evelyn Kosta)

Você sentiu receito de mudar ? Teve dificuldade de se encontrar nas outras também ?


“Eu queria aprender outra coisa além das pinturas que eu tinha mais contato mas eu não sabia exatamente o que, pensei em fazer gravura em metal, só que pensei na praticidade do processo de produção e não teria um local pra estar produzindo e tal. Pensei mais nesse lance da facilidade do trabalho o que demorei pra ver é que a xilo não é um desenho, eu pensava em um desenho e depois desenha e na verdade o ideal pra explorar a linguagem da xilo, é a gente pensar de outra forma e isso é muito difícil. Quando ministro oficina com xilo primeiro eu pinto a matriz toda e a partir disso a gente vai gravando, ai sim temos a noção do negativo, porque não adianta nada a gente fazer uma matriz em que eu tiro e praticamente não fica quase nada em preto. Eu tive a dificuldade e acho que ainda não fechei isso, sei que tenho muito o que aprender e vejo também que nas impressões é frustrante errar… Então tem uma persistência ai. Por exemplo quando fiz o processo de imprimir no algodão cru, tive uma dificuldade de saber se aquilo ia dar certo. O medo de errar, ter que lidar com as expectativas e olhar o que você fez e pensar : “Po, isso ficou interessante”. Eu sei que tenho muito o que testar e aprender, penso em usar outras cores por exemplo.”

(Foto: Evelyn Kosta)

Você se vê apegada a cor marrom ? 
“A principio é uma cor que sempre sai, apesar de já ter reparado nisso agora, entendendo melhor os temas que tenho trabalhado e eu vejo que tem muita ligação com as raízes/terra. Um lugar de memória e ancestralidade, cultivo.”

Qual foi a maior mudança de 2017, que foi quando você se formou pra agora ? Quais eram suas expectativas ?

“Eu entrei na faculdade muito nova, isso tem vantagens e desvantagens que só agora eu me dou conta. Tem algumas matérias que hoje em dia eu aproveitaria muito mais – apesar de atualmente termos um entendimento maior do que realmente nos interessa. Ao mesmo tempo depois de formada, me pergunto muito qual lugar que as Ciências Sociais ocupam. Como a gente devolve pras pessoas o quê produzimos, as pesquisas que fazemos? Como a gente ta produzindo conhecimento e pra que ? Pra quem ? Você esta dialogando com quem ? Isso na época da faculdade eu não questionava, hoje sim e vejo muito isso relacionado ao meu trabalho com arte-educação, área que eu não esperava estar tão envolvida quando saí da faculdade.  Hoje o que mais me motiva é ver as periferias ocupando os centros culturais e se sentindo pertencentes a esses espaços, com diálogos que façam sentido nas realidades das pessoas. Ver meu trabalho com arte e educação se desenvolvendo nesse lugar era algo que eu não esperava em 2017, e fico muito feliz por estar na luta nessa caminhada com a educação não-formal.”

(Foto: Evelyn Kosta)


Como você vê a arte no momento em que a gente vive no Brasil ? Qual é o papel da arte agora ?

“Teve uma exposição no CCBB que chamava “Vai e vem” uma exposição de redes de dormir, a maioria dos artistas eram nacionais, mais de 140 artistas mais de 300 obras enfim obras que desde a invasão do Brasil até artes contemporâneas, o que eu vi nessa exposição é uma forma de reentender essas histórias e dar outras narrativas, isso ta totalmente relacionado ao momento atual que a gente é resultado desse processo de colonialismo e ainda essas mentalidades que a gente tem no poder são colonialistas né ? Nesse lugar tanto de privilégios que a branquitude ocupa ali quanto de instâncias de favorecer uma classe economicamente elevada enfim, eu vejo que a arte hoje em dia no Brasil ela ta muito ligada a dar nomes a gente está em um momento de identidades – não só racial que é a minha questão mas identidades diversas – de gênero, territorialidades e etc. As pessoas estão querendo se definir principalmente a nossa geração, a gente no Brasil teve esse não lugar por anos e agora estamos querendo nomear isso e a arte ta ai como ferramenta, mesmo que a gente não saiba do que, é uma possibilidade e permitir identidades plurais. A partir do momento que eu mostro que existo, é ai que a gente consegue falar de mudança e se eu existo eu tenho a minha voz, tenho a minha história. Um dia ouvi uma fala de um artista que eu gosto muito, Jaime Lauriano onde ele fala que : “No Brasil nos foi negado as Histórias, e já que nos foi negado você inventa”. Eu não tenho memórias nenhuma da família do meu pai que é Afro-Indígena é muito difícil lidar com o passado. A arte possibilita a visibilidade do que você quer que seja visto.”

(Foto: Evelyn Kosta)

Indique um artista que você admira muito.

“A artista que eu mais tenho lido sobre é a Sallisa Rosa, ela é uma artista indígena de Goiânia e trabalha muito com essa relação do indígena urbano que é muitas vezes deslegitimado enquanto indígena por “não ter a cultura “tradicional”. A pesquisa dela diz muito do que eu tento trazer nos meus trabalhos. Gosto muito do Dalton Paula, Ayrson Heráclito, artistas que trabalham relações étnico-raciais. Gustavo Caboco  tem uns trabalhos com bordados também e ele tem essa relação de tentar reviver memórias. Ultimamente tenho me interessado muito pelo trabalho da Sônia Gomes também.” 

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Evelyn Kosta :Fotógrafa e videomaker.

Presente no livro Mulheres Criativas. Escrevo e entrevisto por amar falar de assuntos que acredito.

LITERAPRETA#2: Maria Firmina dos Reis.

Reprodução: internet.

Maria Firmina dos Reis, filha de Leonor Felipa dos Reis e bastarda de João Pedro Esteves, era professora e escritora, poeta, compositora e é considerada a primeira romancista negra do Brasil.  

Maria nasceu em São Luís – Maranhão em datas que, alguns documentos apontam ser 11 de março de 1822 e outros afirmam ser 11 de outubro de 1825. Aos vinte e dois anos de idade, na cidade de Guimarães – MA, tornou-se professora primária e denunciou as dificuldades de ensino e a repressão que a cidade e a população passavam.  

Após esse período como professora e enfrentando as barreiras e preconceitos da época, escreveu “Úrsula”, seu primeiro título, lançado em 1859 (há 160 anos). A obra retrata a escravidão e os sentimentos dos personagens negros ao viverem naquela situação e o amor impossível de dois personagens brancos no enredo.  

Reprodução: internet.

Gupeva”, outro título da escritora, foi lançado em 1870. A história retrata a paixão de um indígena por uma mulher europeia, sem saber que, na verdade, são irmãos. 
Antes de se aposentar, em 1887, lançou também “A Escrava”, onde reforçava seu posicionamento antiescravista e abolicionista. 

Em 1880 inaugurou uma escola pública e mista para a comunidade, aberta para o ensino livre. 
Maria morreu em 1917, no dia 11 de novembro, mas se encontra imortal na literatura brasileira.  

Viva, Maria Firmina!  
Leia Mulheres. 

Water Get No Enemy, Fela Kuti.

Fela Kuti usou de sua música como objeto de conscientização social e poder político, além de ser um dos artistas do século XX mais comentados da época, deixando seu legado até os dias atuais.

Olufela Olusegun Oludotun Ransome-Kuti, nasceu em 15 de outubro de 1938 em Abeokuta, na Nigéria. Seu pai, Israel Oludotun Ransome-Kuti, era pastor e sua mãe, Funmilayo Ransome-Kuti, líder de movimento feminista. Aos 20 anos, em 1958, foi para a Inglaterra e lá teve outra perspectiva do que acontecia com a África. Acabou cursando Música invés de Medicina e criou sua primeira banda, a África 70. Após esse período, foi para os Estados Unidos e se envolveu com os movimentos Black Panthers e Black Power e seu interesse político, a partir deste encontro, aflorou.  

Keith Harington, Grace Jones, Fela Kuti e Jean Michel Basquiat.

Voltou para a Nigéria depois de muitas detenções americanas. Já na África, observando o estado de caos lançado no país por influencias internacionais e a lobotomia interna criada pelos partidos políticos e o Estado, criou o MOP (Movimento do Povo) e a República de Kalakuta, comunidade autodeclarada independente pelo artista, o que também o fez ser perseguido durante anos, somando cerca de 200 detenções ao longo de sua vida.  

Fela usou sua música como arma de conscientização social. Em suas composições afirmava que a África não necessitava de ajudas internacionais e coloniais e que se os governos, os políticos e os militares usassem a cabeça, conseguiriam por própria riqueza cultural nacional, levantar o país, desenvolvendo e melhorando economicamente e socialmente o continente africano.  

As críticas que Fela fazia ao governo e aos militares eram potentes, o que fez com que muitos se aliassem a ele e dessem força para, em 1979, Fela Kuti se candidatar à presidência. Óbvio que sua candidatura foi boicotada, mas esse passe o fez ficar conhecido como o “PRESIDENTE DO POVO!”. 

Para a música, Fela Kuti é considerado o pai do afrobeat, ritmo que desenvolveu na Inglaterra, utilizando instrumentos clássicos com batidas africanas e cantos iorubas que saudavam divindades ancestrais, como orixás. Fez da música um ato político e não somente distração. Ele queria que as pessoas ouvissem suas composições e tomassem consciência, fazendo álbuns como Zombie se tornarem clássicos gritos de guerra e de combate ao sistema.  

Fela Kuti faleceu em 2 de agosto de 1997, na Nigéria, por AIDS, mas mesmo passados 22 anos de sua morte, sua obra ainda vive. Seus filhos Femi e Seun se apresentam com composições autorais e de seu pai, lembrando muitas vezes a performance fela kutiana do artista.   

Se você não conhece Fela Kuti, deixo um clássico deste artivista político, Water Get no Enemy.  
“Água não tem inimigo” fala da força do povo, da resistência nacional e o que acontece quando as “forças” políticas menosprezam a força do povo –aquele que vai as ruas, que protesta-.  
Water/Água diz respeito a população nessa composição, e o que ele quer dizer é que o governo não deve fazer inimizades com a população (água), uma vez que isso pode se tornar um dilúvio e/ou uma seca total (protestos, falta de mão de obra, mortes, etcs).  

“Nothing exist without water 
Water does not gain enemies 
Because if you fight (renounce) water 
You will die. 
Power cannot exist without the people.”  

 

“Nada existe sem a água 
Águas não ganham inimigos porque se você renunciar a água, você morrerá.  
Não existe poder sem as pessoas!” 

Normani : Uma das carreiras mais promissoras.

(Foto: Blair Caldwell)

Normani Kordei que em sua infância teve sua primeira paixão pela dança e ginastica iniciou sua carreira com apenas 16, e teve destaque no reality show The X Factor US em sua segunda temporada, no ano de 2012. Com seu talento, acabou sendo convocada a fazer parte de uma Girl band por Simon Cowell (um dos jurados do reality), dono da Syco Music, que acabou se tornando um dos grupos femininos mais premiados de todos os tempos em apenas 6 anos de atividade, o famoso Fifth Harmony.

Há 1 ano e meio ocorreu o disband, e Normani tem ganhado cada vez mais espaço com o sua voz, coreografia e performances. Ela não esconde que sempre foi muito fã de Beyoncé, sendo notada por ela e até presenteada pela Knowless em seu aniversário com um quadro autografado pela própria B. Tendo 4 músicas de trabalho já está fazendo um enorme barulho, quem dirá um álbum… Motivos não nos faltam pra ficar de olho em uma das carreiras mais promissoras da atualidade.

(Foto: Divulgação)

A era de Fifth Harmony apesar de ter dado muitos prêmios visibilidade a meninas foi também uma era conturbada. Ela revelou que sofreu racismo enquanto estava na banda, pois só davam os backing vocals para ela, fazendo com que ela se sentisse inferior. Houve também um episódio de racismo sofrido através do Twitter, chegando a abandonar a plataforma. Além disso, em algumas entrevistas após a saída da Camila Cabello em uma entrevista a Lauren Jauregui (integrantes do grupo) deixou claro que o único motivo de a banda ainda estar em atividade era pelo comprimento de contrato. De inicio era certo pra todas a vontade de ter uma carreira solo e isso aconteceu em 2016. Logo veio o seu contrato com a RCA Records, que tem parceria com o escritório do Jay-Z, a Roc Nation.

(Foto: Divulgação)

No VMA 2019 fez sua primeira apresentação solo e sua mais recentes no Savage x Fenty Show promovendo a linha de lingerie, comentada até pela própria Rihanna que a chamou de : “Rainha”. Fez uma apresentação somente de dança mas chamou todas as atenções. Com 2 performances respeitadas e muito bem elogiadas pela crítica, ela tem cada vez mais visibilidade para seu trabalho.

(Foto: Blair Caldwell)

Os fãs animados esperavam atentos por qualquer novidade de projetos solo de cada uma, com Kordei não foi diferente. O primeiro single foi um feat. com Khalid “Love Lies” que chegou a ser Top 10º na Billboard, e em Fevereiro Sam Smith lançou a faixa “Dancing With Stranger” junto a Normani que foi um grande sucesso, chegando a pegar top 4º de estréia no hanking da Billboard. E seu ultimo maior sucesso sua faixa solo “Motivation” que já chega a 51 milhões de visualizações no YouTube em apenas 1 mês. Seu álbum que ainda não tem nome e nem data, apenas previsão para ser lançado no final desse ano.

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Quanto vale para chegar no topo?

Drake com elenco: Ashley Walters, Micheal Ward e Simbiatu Ajikawo .

A série britânica “TOP BOY”, lançada originalmente em 2011, foi resgatada e remasterizada pelo dono da Hotline Bling, Aubrey Drake Graham, ou Drake, que estreiou sua primeira grande produção na Netflix.  

A série, que mistura um elenco premiado feat carinhas novas, é adrenalina do começo ao fim, que mistura ficção com dedos de fatos vivenciados pelo produtor original da série, Ronan Bennett.  
Assim como a produção original, a parada acontece em Londres, nos subúrbios onde o tráfico rola solto. Outro ponto tratado na série é a relação dos moradores locais com imigrantes e refugiados que vivem nos arredores e vizinhanças.  

Kano é Sully e Ashley Walters é Dushane.

Cada personagem tem seu motivo pra estar ali, na sorte ou no azar. Dushane, Jaime e Sully são os nomes de todo o enredo: dois caras da antiga, experientes não só nas vendas de esquina vs. um moleque –Jaime- que só quer ter grana pra cuidar dos irmãos mais novos.  

A história de cada um é única. A cada episódio, um vira volta, uma descoberta e mais uma razão para maratonar a série, que, por hora, só tem 1 temporada remasterizada. 

TOP BOY: Summerhouse.

Além da nova TOP BOY, a Netflix também disponibilizou TOP BOY: Summerhouse, a versão original da série, que foi produzida por Ronan Bennett. Com duas temporadas, Summerhouse contextualiza tudo que assistimos nessa nova versão. Nela vemos o início de Dushane e outros personagens no tráfico de drogas, a corrida para a ascensão no mercado, a decadência de alguns e a reclusão de outros.  

Em entrevista para o The Guardian, Ronan Bennett declarou extrema felicidade pelo renascimento de TOP BOY, pela produção de Drake e declarou também que decidiu escrever uma série foi após vivenciar a invasão de jovens de gangues rivais no hospital onde sua esposa acabara de dar à luz a sua filha, em 2001.  
 

“TOP BOY was special for me… I poured it all into the scripts!”  – Ronan Bennett.

“Top Boy foi especial para mim… Eu coloquei tudo nos scripts!”

Se ainda tá querendo motivos pra assistir a série, vem assistir o trailer e bora dar um gostinho pra curiosidade.